quinta-feira, 23 de setembro de 2010

QUE MÃO DE OBRA!

Imagine que sua construção é uma empresa e você o encarregado de selecionar o pessoal para trabalhar. Prepare-se, então, para encarar uma árdua tarefa - há muitos profissionais disponíveis, mas falta qualidade nos serviços. A melhor saída é a indicação!

Cansada dos azulejos do banheiro, a moradora resolveu trocá-los por outros mais alegres. Como o serviço parecia simples, não perdeu tempo na pesquisa de mão-de-obra e contratou o assentador de piso que ofereceu o menor preço. A animação com a reforma durou pouco: no segundo dia de trabalho, ele acertou uma marretada na tubulação do prédio, deixando todos os condôminos sem água e sem esgoto. E a simples troca de azulejos transformou-se em um transtorno para o prédio.
A experiência desastrosa fez a moradora concluir que ela havia desrespeitado uma das premissas básicas da construção, o cuidado na escolha da mão-de-obra. "Sem uma boa equipe de funcionários, a casa cai. E o barato acaba saindo caro." Se a seleção não for boa, provavelmente acarretará maiores custos, desperdício de material, atrasos e muito desgaste.
Crise atrai aventureiros. Essa sempre foi uma tarefa dura, mas há três anos o problema ganhou nova dimensão. "Com a crise econômica, os preços dos serviços tornaram-se ainda mais variados. O profissional, para aumentar sua renda, acaba fazendo trabalhos para os quais não está preparado. Esses fatores dificultam a escolha e aumentam a probabilidade de erros durante a obra".
Mas, se por um lado o mercado está inchado - repleto de aventureiros que se lançam na construção civil -, há muitos trabalhadores interessados em se reciclar. "Cerca de 13 000 profissionais passam anualmente pelos nossos treinamentos. A médio prazo, isso significa um aumento na qualidade dos serviços", prevê a coordenadora de desenvolvimento do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon). Para facilitar a identificação do bom empregado, o sindicato, em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), lançará no próximo ano uma avaliação para operários que tenham ou não feito os cursos dessas entidades. Os aprovados receberão certificados, que poderão servir como uma espécie de carta de apresentação. Hoje em São Paulo, a Escola Senai Orlando Laviero Ferraiuolo - conhecida como Senai da Construção - indica alunos formados pelos seus cursos.
A indicação é o melhor caminho. Enquanto essa avaliação não sai, a principal recomendação para não cair em armadilhas é trabalhar com mão-de-obra indicada por seu arquiteto ou engenheiro. Caso ele não vá acompanhar a construção, você pode pedir uma consulta extra e assessoria na escolha. Bastante cuidadoso, o gerente de banco de São Paulo, seguiu as sugestões à risca. "Estou estudando orçamentos há sete meses e encontrei valores com até R$ 10 000,00 de diferença. Para chegar a uma decisão, levei a arquiteta da obra para conferir os serviços dos pedreiros indicados", conta.

OS PASSOS PARA UMA BOA ESCOLHA

  • Peça indicação para quem reformou ou construiu - amigos, parentes ou arquitetos.

  • Visite uma obra feita pelo candidato, ou telefone para quem o contratou e certifique-se sobre a qualidade do serviço.

  • Peça pelo menos três orçamentos para o mesmo serviço.

  • Não leve em conta apenas o valor. É preferível economizar no preço do material e contratar uma mão-de-obra capacitada do que colocar uma matéria-prima cara em mãos despreparadas.

  • Faça as seguintes perguntas-chave ao candidato: há quanto tempo trabalha no ramo; quando foi seu último serviço; se atua em equipe; se fez cursos e se tem referências.

  • Evite o trabalhador que se dispõe a fazer tudo.
    Contrate-o para executar sua especialidade.

  • Para impedir acréscimos, peça um orçamento com o valor total do serviço. Preços por dia ou m2 podem guardar surpresas.

  • Antes de iniciar a obra, prepare um documento com detalhes sobre pagamento, serviço e prazos e inclua as assinaturas das duas partes e de duas testemunhas. Não é preciso registrá-Io em cartório. E lembre-se: trabalhos temporários não estabelecem vínculo empregatício. lsso só acontece quando a prestação de serviço é constante, com pagamentos regulares de salário. Inclusive, se ocorrer acidente em sua obra com o trabalhador, você não é responsável - a menos que tenha desrespeitado as condições de segurança.
Veja na página Show Room da Casa, indicações de profissionais qualificados
Fonte: Revista Arquitetura e Construção - Dezembro/99
Para ler esta reportagem na íntegra procure a fonte citada em bancas ou bibliotecas
de sua cidade
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"E foi também congregada toda aquela geração a seus pais, e outra geração após eles se levantou, que não conhecia o SENHOR, nem tampouco a obra que fizera a Israel."
Juízes 2:10

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